Lição 12 – Tito 1 – Organização da Igreja e Ensino da Verdade

REVISTA TIMÓTEO E TITO – SERVOS DE DEUS E SERVOS DA IGREJA

 

LIÇÃO 12 – TITO 1 – ORGANIZAÇÃO DA IGREJA E ENSINO DA VERDADE

EM ÁUDIO

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Olá, professor! Enfatize na aula de hoje que a Igreja institucional local precisa de ordem para funcionar bem. Por isso existem tantos departamentos e ministérios. Todos os crentes devem fazer a sua parte para cooperar a fim de que haja verdadeira edificação do corpo de Cristo.
Cabe ao pastor local coordenar cada função dos liderados, distribuindo os diversos cargos às pessoas certas. Para isso, ele precisará de sensibilidade espiritual. Não é nada fácil presidir uma congregação local, pois há muitos desgastes nesse ministério.
Então cabe aos liderados cooperar para que os trabalhos na Igreja corram bem, sem nenhum atropelo ou estresses desnecessários.

 

OBJETIVOS
• Reavivar a esperança do céu;
• Ajudar a liderar a igreja;
• Buscar mais santidade.

 

PARA COMEÇAR A AULA
Querido professor, inicie a aula mostrando fotos de diversos templos evangélicos. Desde os mais simples até os mais vistosos. Elogie a beleza das fachadas mais elaboradas e a simplicidade das mais humildes. Não permita que a conversa saia da rota para críticas inoportunas a algum templo.
O objetivo é que as pessoas entendam que, para manter uma congregação funcionando bem, é preciso que muitas coisas estejam na mais perfeita ordem, com cada departamento funcionando bem.

 

PALAVRAS-CHAVE
Igreja • Liderança • Santidade

 

RESPOSTAS
1) A piedade.
2) Os da circuncisão, ou seja, os judaizantes.
3) Legalistas.

 

LEITURA COMPLEMENTAR
A introdução dessa carta em apreço parece nos provar duas coisas importantes:
Em primeiro lugar, a legitimidade da autoria paulina. Paulo se apresenta como o autor dessa epístola (1.1). Jamais um pseudo escritor se passaria pelo apóstolo usando uma introdução tão longa. Concordo com Van Oosterzee quando diz que a extensão e a riqueza dessa introdução comparada à brevidade da carta pode ser considerada uma prova interna de sua genuinidade. Um impostor consideraria essa longa introdução, não encontrada na maioria das cartas paulinas, algo supérfluo e dispensável.
Em segundo lugar, a amplitude dos destinatários. A carta não foi dirigida apenas a Tito, mas a toda a Igreja cretense. O fato de Paulo fazer uma síntese da mensagem apostólica logo na introdução deixa claro que sua epístola foi dirigida não apenas a Tito, mas também às igrejas da ilha de Creta.
[…] Paulo, pois, escreve essa epístola não para que Tito a leia sozinho em seu quarto, mas para que sua mensagem seja publicada abertamente. Essa carta devia ser para Tito não apenas fonte de instruções relativas ao governo das igrejas, mas uma espécie de carta de crédito diante dos crentes a quem ministrava.
Livro: Tito e Filemom: doutrina e vida, um binômio inseparável (Hernandes Dias Lopes. São Paulo: Hagnos, 2009. p. 31-33).

 

Estudada em 22 de setembro de 2019

 

LIÇÃO 12 – TITO 1 – ORGANIZAÇÃO DA IGREJA E ENSINO DA VERDADE

 

TEXTO ÁUREO
“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi” Tt 1.5

 

VERDADE PRÁTICA
As igrejas locais cumprirão melhor sua missão quando bem organizadas.

 

 

DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda-feira – Tt 1.1 Servo de Deus
Terça-Feira – Tt 1.2 Deus não mente
Quarta-Feira – Gl 2.3 Amigo fiel
Quinta-Feira – Tt 1.5 Igreja em ordem
Sexta-Feira – Tt 1.7 Líderes irrepreensíveis
Sábado – Tt 1.13 Repreensão severa

 

 

LEITURA BÍBLICA
Tito 1.1-5
1 Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, 
2 na esperança da vida eterna que Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos
3 e, em tempos devidos, manifestou a sua palavra mediante a pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador,
4 a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.
5 Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:
Texto Completo: Tt 1.1-16

 

Hinos da Harpa: 254 – 258

 

EM VÍDEO

TITO 1 – ORGANIZAÇÃO DA IGREJA E ENSINO DA VERDADE

 

INTRODUÇÃO

I. A ESPERANÇA GLORIOSA 1.1-4
1. Servo e apóstolo Tt 1.1
2. A grande esperança Tt 1.2,3
3. Paternidade espiritual Tt 1.4

 

II. UMA MISSÃO DIFÍCIL 1.5-11
1. O propósito do envio Tt 1.5
2. Constituir bons líderes Tt 1.6-9
3. Silenciar os hereges Tt 1.10,11

 

III. RIGOR E DISCIPLINA 1.12-16
1. Péssimo testemunho Tt 1.12
2. Repreensão severa Tt 1.13,14
3. Impureza interior e hipocrisia Tt 1.15,16

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

INTRODUÇÃO
A introdução da carta de Paulo a Tito é a terceira mais longa escrita pelo apóstolo. Nela, Paulo não explicou as circunstâncias pessoais nas quais se encontrava, mas enfatizou que a sã doutrina caminha de mãos dadas com a vida de santificação e a realização das boas obras.

 

I. A ESPERANÇA GLORIOSA (1.1-4)

1. Servo e apóstolo (Tt 1.1). Nesta longa saudação, o apóstolo Paulo enfatizou a importância da Palavra de Deus (Tt 1.1). O ministério do apóstolo era governado pela Palavra, pois ele era um servo de Deus. Esta é a primeira e única vez, em suas cartas, que Paulo refere-se a si mesmo como “servo de Deus”. E um termo de grande honraria, uma vez que foi usado no Antigo Testamento para os patriarcas, profetas e reis. O propósito de seu ministério era compartilhar a fé, o conjunto de verdades contidas na Palavra de Deus.
A piedade é um conceito importante nesta carta, apesar de o termo, em si, ser usado apenas uma vez. Mas a referência repetida às “boas obras” enfatiza esse tema (cf. Tt 1.16). A verdade do Evangelho transforma uma vida de impiedade em uma vida de santidade.
Infelizmente, muitos dos que frequentavam a Igreja de Creta, como alguns membros das congregações de hoje, professavam ser salvos, mas levavam uma vida que negava essa profissão de fé.

 

2. A grande esperança (Tt 1.2,3). A fé em Jesus Cristo não apenas salva e torna a vida piedosa hoje, como também nos dá esperança para o futuro (Tt 1.2,3). As promessas de Deus dão segurança para o futuro, e Deus não pode mentir. Somos nascidos de novo para uma viva esperança, pois cremos no Cristo vivo. O propósito dessa esperança é oferecer aos que creem a vida eterna. Nossa vida eterna tem a ver com a fruição da comunhão com Deus, desde agora e por toda a eternidade.
A verdade evangélica tem sua consumação na eternidade. Ela fala da terra e também do céu. Tem sido transformadora para a vida do lado de cá da sepultura e oferece segurança para a vida além-túmulo. Essa verdade não é como uma verdade científica, histórica e política, mas uma verdade espiritual que conduz o homem a uma vida santa e o prepara desde já para o Céu absolutamente santo.

 

3. Paternidade espiritual (Tt 1.4). Paulo está se dirigindo a um filho espiritual (Tt 1.4).
Trata-se de alguém que veio a Cristo por intermédio do ministério de Paulo. Tito era comprometido com o mesmo Evangelho que Paulo pregava. Paulo era um judeu, e Tito, um gentio. Os dois, porém, abraçaram a mesma fé. A fé comum é a fé que une todos os cristãos. Cristãos de diferentes denominações podem ter características distintas, mas todos os que possuem a mesma fé salvadora compartilham a mesma salvação.
Paulo roga a Deus a bênção da graça e da paz para Tito. A graça é a fonte e a paz é o fluxo que corre dessa fonte.
A graça é a raiz e a paz é o fruto.

 

 

II. UMA MISSÃO DIFÍCIL (1.5-11)

1. O propósito do envio (Tt 1.5). Paulo deixou Tito em Creta para colocar em ordem as coisas restantes nas igrejas e constituir nessas igrejas presbíteros (Tt 1.5). Tito deveria colocar a Igreja em linha reta, colocar em ordem. O texto da carta indica que havia faltas na vida individual e conjunta das igrejas de Creta. Havia falta de liderança espiritual; falsos mestres; e conduta imoral entre os membros da família de Deus.
A ilha de Creta era uma região altamente marcada pela devassidão moral e pela disseminação de muitas heresias. As igrejas, ainda incipientes, corriam sérios riscos de ser atacadas por esses dois perigos mortais. Somente sob uma liderança bíblica e moralmente sadia a Igreja poderia resistir a esse cerco ameaçador.

 

2. Constituir bons líderes (Tt 1.6-9). A liderança da Igreja deve ser constituída conforme prescrição bíblica. Paulo dá orientações claras e absolutamente precisas acerca dos atributos que um presbítero deve ter (Tt 1.6-9). As características mencionadas pelo apóstolo têm mais a ver com sua vida do que com o seu desempenho na Igreja. A vida do líder é a vida da sua liderança. A vida precede o ministério e é sua base.
O fato de esses critérios se aplicarem aos cristãos da ilha de Cre- ta, bem como àqueles da cidade de Éfeso (como estudamos nas epístolas a Timóteo), comprova que o padrão de Deus para os líderes não varia. Tanto as igrejas das cidades grandes (como Éfeso) quanto aquelas das cidades pequenas (como Creta) precisam de pessoas piedosas nos cargos de liderança.

 

3. Silenciar os hereges (Tt 1.10,11). Depois de falar dos atributos dos verdadeiros mestres, Paulo passou a descrever as características dos falsos (Tt 1.10,11). Havia muitos falsos mestres, especialmente os da circuncisão, ou seja, os judaizantes.
Paulo mencionou duas facetas desses falsos mestres. A primeira delas é que eles eram insubordinados, ou seja, rebeldes. Eles também eram enganadores. A vida deles era errada e a doutrina deles era falsa. Saíam de casa em casa espalhando o veneno letal de sua falsa doutrina, pervertendo famílias inteiras. Estavam interessados não na vida espiritual das pessoas, mas no dinheiro delas.
A ordem de Paulo é que esses falsos mestres precisavam ser silenciados. Um bom líder deve estar alerta para não permitir, mediante seu silêncio, que as doutrinas enganosas e prejudiciais avancem gradualmente, nem que os homens perversos tenham oportunidade de propagá-las.

 

Produzir frutos exige suportar cruzes. Não há dois cristos: um acomodado para os cristãos acomodados e um que luta e sofre para os cristãos superiores. Há um só Cristo.”
(Hudson Taylor)

 

III.RIGOR E DISCIPLINA (1.12-16)

1. Péssimo testemunho (Tt 1.12). Paulo ainda afirmou que os falsos mestres eram mentirosos (Tt 112). Não apenas estavam desprovidos da verdade, mas eram embaixadores ativos da mentira. Como o diabo é o pai da mentira, esses falsos mestres estavam a serviço do diabo, e não a serviço de Deus. Eles eram embaixadores do engano, e não da verdade. Eles eram agentes da morte, e não promotores da vida. Eles também eram violentos, truculentos em palavras e atitudes; comedores preguiçosos, vivendo para o prazer imediato.
Esta é uma advertência séria contra os maus obreiros, que sentem verdadeira aversão pelo trabalho, mas são zelosos em comer demais e entregar-se a outras formas de excesso. É preciso haver santidade e sobriedade moral para poder liderar a Igreja de Cristo.

 

2. Repreensão severa (Tt 1.13.14). Paulo acusou os hereges de engano e malignida- de ativa (Tt 1.13). Portanto, somente a reprimenda incisiva e vigorosa poderia devolver o bom senso a alguns deles, conduzindo-os ao arrependimento.
Os falsos mestres eram legalistas quanto à teologia (Tt 1.14). Davam muita importância aos mandamentos, regras e preceitos fabricados por homens em vez de serem fiéis à Palavra de Deus.
Por certo, o objetivo de Paulo era convencer esses mestres e torná-los sadios na fé. Mas, ao fazê-lo, também deveria proteger a Igreja de seus ensinamentos falsos. A falsa doutrina é como o fermento: infiltra-se sem que ninguém perceba, cresce rapidamente e se espalha por toda parte. O melhor momento de atacar a falsa doutrina é quando ela ainda se encontra no início, antes de ter a chance de se espalhar.
Aquilo em que cremos – a verdade da Palavra ou mentiras – determina a diferença entre a vida e a morte. Podemos escolher em que desejamos acreditar, mas não podemos mudar as consequências de nossa escolha.

 

3. Impureza interior e hipocrisia (Tt 1.15,16). Além de tudo, os falsos mestres eram corrompidos quanto ao julgamento (Tt 1.15). Eles davam mais valor à pureza aparente e ritual do que à pureza interior e moral. Eles proibiam o que Deus aprovava. Porque viviam atolados na impureza, julgavam tudo como impuro.
Eles também eram inconsistentes quanto ao testemunho (Tt 1.16). O apóstolo Paulo provavelmente criticou aqui a pressuposição arrogante de que eles mesmos eram uma elite com um conhecimento privilegiado de Deus.
Por fim, havia separação entre sua teologia e sua vida, pois seu conhecimento não produzia mudança no seu caráter. Diziam conhecer a Deus, mas negavam a Deus na sua conduta.

 

APLICAÇÃO PESSOAL
Tanto os fundamentos da doutrina quanto a organização interna de uma Igreja são qualidades importantíssimas para termos uma congregação sadia e fiel ao Senhor. O esforço pela boa organização evidencia o compromisso dos fiéis.

 

RESPONDA
1) Qual tema é enfatizado com a referência repetida às “boas obras”?
2) Quais falsos mestres haviam especialmente em Creta?
3) Quanto à teologia, os falsos mestres eram o quê?

 

VOCABULÁRIO
Embaixador: representante oficial.
Fruir: aproveitar.
Incipiente: iniciante.
Professar: declarar publicamente.
Rogar: pedir.

3 commentários

  1. Essaas aulas para mim, são maravilhosas, me ajudam muito, toda semana eu baixo e compartilho com os irmãos da nossa igreja .

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